“Antes dos portugueses [...] o Brasil tinha descoberto a felicidade.”

Mirian Lange Noal

Resumo


Apresento, com uma tessitura brincante de palavras, o (im)provável diálogo entre o Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade (1928) e os achados da pesquisa de doutoramento (2001-2006), na Aldeia Pirakuá, Bela Vista/ms. A definição metodológica buscou trilhas não colonizadoras, no exercício de, sabendo-me impregnada pela colonização, ser capaz de, dialeticamente, lutar, antropofagicamente, para ser menos tirana em minhas estadas na aldeia. As crianças foram reconhecidas como protagonistas de suas vidas, capazes de aprender e de ensinar, sem rótulos teóricos colonialistas. Passados sete anos, arrisco afirmar que fragmentos da magia brasileira gritada no Manifesto se fazem presentes no cotidiano dessa aldeia “[...] que tinha descoberto a felicidade” antes das invasões e das colonizações. Apresento algumas experiências vividas de mãos dadas com as crianças e com os adultos que ali vivem. Convido para atravessar o rio e chegar do lado de lá, onde estão as crianças em suas “humanas aventuras”.


Palavras-chave


Crianças pequenas indígenas; antropofagia; pós-colonialismo.

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DOI: https://doi.org/10.34112/2317-0972a2013v31n61p223-236

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Leitura: Teoria & PráticaAssociação de Leitura do Brasil (ALB)
e-ISSN: 2317-0972 - ISSN da edição impressa: 0102-387X
DOI: https://doi.org/10.34112/2317-0972

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