Os conflitos interpessoais e as regras na escola
DOI:
https://doi.org/10.34112/2317-0972a2013v31n60p105-117Resumen
Em contato com educadores, verifica-se que algumas das principais inseguranças habitam em como lidar com os conflitos interpessoais que ocorrem no dia a dia entre as crianças e em como fazê-las cumprir as regras presentes na escola. O que chama a atenção nas frequentes conversas é a forma como, geralmente, os conflitos são solucionados pelos adultos: ou se evita que eles ocorram ou se esforça para resolvê-los rapidamente. Esses procedimentos, porém, explicitam concepções de que os conflitos são ocorrências antinaturais, prejudiciais e negativas a um desenvolvimento saudável. Compreende-se, entretanto, que as situações de atrito são, ao contrário, oportunidades para se trabalhar valores e regras, visto que nos dão vestígios sobre o que as crianças precisam aprender sobre como conviver. A teoria ainda aponta para a relação entre o desrespeito às regras e a utilização de medidas de castigo duras e expiatórias, ou seja, a indisciplina é, muitas vezes, uma resposta ao estilo arbitrário e autoritário do educador. Por fim, se o objetivo é promover o desenvolvimento moral das crianças, deve-se considerar que o favorecimento da cooperação, da iniciativa e da interação entre iguais, com a intervenção adequada por parte de educador, são fontes imprescindíveis para uma almejada autonomia. Essa seria uma maneira construtivista de abordar a questão.
Palavras-chave: Conflitos na escola; regras; desenvolvimento e autonomia de estudantes.
