Uma viagem pelos mundos secretos da infância: morte e eternidade em Cecília Meireles
DOI:
https://doi.org/10.34112/2317-0972a2009v27n52p41-49Palabras clave:
Cecília Meireles, Olhinhos de Gato, memória, infância, morte.Resumen
Cecília Meireles, além de grande poetisa, tem importante obra em prosa, da qual se destaca para este artigo o livro sobre suas memórias de infância Olhinhos de Gato. Publicado inicialmente em capítulos na
revista portuguesa Ocidente, nos anos de 1939 a 1940, Olhinhos de Gato mostra a leitura que a escritora faz de sua infância, revelando marcas fundamentais de sua obra como a efemeridade, a eternidade e
a fugacidade. Analisa-se o refrão da morte, presente neste livro de memórias, categorizando a morte como experiência, como sobrevivência e como superação, dialogando com outras fontes, como
excertos de crônicas publicadas pela escritora no Diário de Notícias, nos anos 1930, e uma entrevista realizada por Fagundes de Menezes publicada na revista Manchete.
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Citas
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